Um cheirinho de Suíça e mais qualquer coisa

Suiça - 4Vallées

Fui só ali à Suíça passar três dias maravilhosos e voltei. Ao estilo do “vou ali e já venho”. E cada minuto foi aproveitado ao máximo quer a 3000 metros de altitude quer junto ao Léman.

Avião… Genéve… Comboio… Lausanne. Voltei à Suiça.

O dia estava propício para um passeio calmo e tranquilo pelo centro da cidade ao ar livre, mas sobrava ainda muito tempo para visitar o espaço olímpico – Parque e Museu – que todos os dias acorda abraçado ao Lemán e no qual estão guardados tesouros e registos de recordes batidos por seres humanos de outro mundo.

A passagem pelo Museu foi de facto impressionante e é por isso que também dedico este artigo a esta experiência enriquecedora.

É na entrada do Parque Olímpico que começamos a percorrer a cronologia dos Jogos – em cada escada que subimos está gravado o ano e a cidade que acolheu os Jogos nesse ano –  até ao ponto em que a chama acesa, isolada mas protegida pelo lema “Citius, Altius, Fortius”, nos convida a entrar e a viver a experiência dos Jogos Olímpicos.

"Citius, Altius, Fortius" - "Mais rápido, Mais alto, Mais forte" - Lema Olímpico | Museu Olímpico, Lausanne
“Citius, Altius, Fortius” – “Mais rápido, Mais alto, Mais forte” – Lema Olímpico | Museu Olímpico, Lausanne
O Museu Olímpico, apesar de estar construído sob uma base criativa temporal onde podemos observar os Jogos da Antiga Grécia até aos Jogos da actualidade, está dividido por salas onde em cada uma delas são realçadas as características mais marcantes das Olimpíadas, quer de Verão, quer de Inverno: as cerimónias, as tochas olímpicas, as mascotes, os estádios, as medalhas…

Cada sala tem a sua especificidade e não deixam de ser fascinantes as salas dedicadas às Cerimónias de abertura dos Jogos Olímpicos e às Tochas. Nesta última, já está exposta a Tocha do Rio 2016.

Sala da Tocha Olímpica
Sala da Tocha Olímpica | Museu Olímpico, Lausanne
O Museu está repleto de experiências para os visitantes. Desde a existência de simuladores para testar o equilíbrio, até sofás para poder relaxar a mente (basta colocar os auscultadores e seguir o que nos diz a voz). Hoje em dia são estas pequenas coisas que também fazem a diferença nos locais que visitamos.

Contudo, o melhor está reservado para o fim. Obviamente que sentimos um arrepio de emoção quando aqueles que são nossos triunfam, mas terminar esta visita com imagens de Rosa Mota num vídeo de campeões, não deixa de ser a célebre cereja no topo do bolo.

O dia seguinte foi dedicado à aventura na neve em 4 Vallées, Verbier, uma estância de sky verdadeiramente fascinante e que se estende na imensidão das montanhas vestidas de branco e cujos cumes se escondem entre as nuvens de tom cinza e branco.

4 Vallées | Verbier, Suiça
4 Vallées | Verbier, Suiça
Entre pistas pretas e azuis, tudo me pareceu complicado. Obviamente que não podemos ser aventureiros em qualquer tipo de aventura e, apesar de já ter deslizado na neve da Serra da Estrela, gelei por completo na primeira descida azul em 4 Vallées. Como devem calcular, a culpa foi do frio! E estava um frio mesmo de rachar explicável pela forma cuidadosa como fiz a descida de skis debaixo do braço!

Mas, à medida que o dia foi passando o corpo foi aquecendo e, já pela noite, a animação foi rainha no Cully Jazz Festival, em Cully. Durante uma semana este festival para jovens e graúdos oferece a possibilidade dos nativos e turistas se divertirem de bar em bar ao som de boas bandas de Jazz. Para nós, a favorita daquela noite foi a “Old New Orleans Monkeys”… ora vejam em baixo um pequeno excerto.

No último dia regressei a Annecy, na França, alguns anos depois de por lá ter passado umas horas. Conhecida por ser a Veneza dos Alpes, a zona histórica de Annecy é banhada por canais que desaguam no Lago de Annecy.

Annecy, França
Annecy, França
A metereologia foi minha amiga. E a companhia destes dias foi das melhores. Grandes dias que pareceram pequenos mas que mereciam ser gigantes para poder recuperar definitivamente as baterias, mental e física. No entanto, o descanso em Leysin e Vevey naquelas duas noites e o acordar matinal com um grande “olá” à montanha valeram para que tudo pudesse ter sido inesquecível.

 

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