Pela Terra do Fogo e do Gelo – Maravilhas da Islândia

Fui e voltei com a certeza que um dia regressaria a um país carregado de diferentes tonalidades de cores, paz, silêncio e uma beleza sem fim. Viciei-me no ar puro, nos glaciares, na respiração da Terra enraivecida e nos desertos de lava sucessivos que tanto na costa como no interior, se estendiam para lá do horizonte, sem vida e sem alma.

Planear esta viagem tornou-se um verdadeiro desafio. Li artigos sem fim, estudei o guia da LonelyPlanet e tracei com dificuldade o circuito. Nomes como Stykkishólmur, Skaftafell, Jökulsárlón ou Seljalandsfoss não são fáceis de memorizar e, por isso, dei por mim a desenhar vários mapas com os possíveis trajectos entre os vários pontos de referência que desejava muito visitar.

Preparei toda a viagem para ter comigo os meus pais e a minha irmã. O desejo de lhes proporcionar uma das melhores viagens das suas vidas aumentou a responsabilidade sobre encontrar os melhores locais para pernoitar, a um preço razoável (tendo em conta que na Islândia tudo é bastante caro) e os circuitos menos cansativos. E para isto tive que começar a tomar decisões, reservar alojamentos, avião e carro com quatro meses de antecedência.

Após comparar preços em vários sites acabei por encontrar aquele que mais respondia às nossas necessidades com qualidade suficiente para circular pelos caminhos previamente estudados. Fora das habituais empresas de rent a car espalhadas por esse mundo fora, aluguei um Renault Clio no Lagoon Car Rental, fora da zona do aeroporto, mas com a garantia de transfer gratuito até ao stand e regresso ao aeroporto no final da viagem. Tudo isso aconteceu e, no final, tudo estava impecável, depois de todo o cuidado que tivemos por estradas de gravilha e outras em obras.

Outro dos desafios desta viagem foi a preparação da mala. Ora em pleno mês de Agosto, o que levar para vestir e que outros acessórios seriam importantes? As temperaturas da Islândia no mês de Agosto não ultrapassam os 17ºC de dia mas não deixa de ser um país muito frio à noite. Há dias que sentimos a passagem das quatro estações do ano, dependendo do local onde nos encontremos. Para sobreviver levei um blusão de penas, dois bons pares de ténis para caminhadas, um impermeável e umas quantas sweat shirts. Ainda assim, dei por mim alguns dias a andar de tshirt na rua.

Aterrámos em Reykjavik às 9:10 da manhã. Estava dado o sinal de partida para a nossa viagem de 6 dias por terras dos antigos vikings e onde, ainda hoje, dizem viver elfos, duendes, trolls e outras criaturas sobrenaturais.

Nestes dias as cores inundaram os nossos olhos. Respeito, solidão, pureza, seriedade e harmonia são alguns dos significados da paisagem que víamos à direita e à esquerda, do mar que arrastava a espuma na areia negra ou do cume branco da montanha que nunca se vestiu de outra cor. Até a força da água que na rocha batia a cada cascata que passávamos nos esmagava e reduzia à nossa pequenez humana.

Cinzento – Neutralidade, Estabilidade

Do aeroporto à capital são cerca de 40 minutos de carro e o trânsito é praticamente nulo comparado com as grandes cidades europeias. Chovia e o céu estava cinzento, carregado de nuvens aflitas para aliviar o seu peso. Deixámos a bagagem no Nordurey Hotel City Garden e fomos passear para o centro da cidade.

Reykjavik tem pouco para visitar e explorar. A capital, predominantemente vestida de branco e cinzento estava ainda banhada das cores do arco-íris da LGBT Pride dos dias anteriores. Lojas, cafés, restaurantes e até o Harpa Concert Hall vestiam-se ainda com as sete cores.

A Islândia vive hoje um período de maior estabilidade económica e é um país bastante caro. Especialmente em termos de alimentação, pois a maioria é importada de outros países. Também por essa razão decidimos abastecer nos supermercados Bónus, por recomendação prévia, por ser mais económico e para poder ter sempre algo à mão nas longas viagens dos dias seguintes.

Passeámos pela Laugavegur, a principal rua comercial até à Hallgrímskirkja, a igreja luterana, ícone da cidade e cuja sua arquitectura está desenhada para imitar o movimento da lava de um vulcão. Durante a caminhada entrámos numa loja de chocolates tradicionais islandeses que, por coincidência, era propriedade de uma portuguesa. A Stefan B. Chocolatier é um óptimo local de passagem para comprar uns bons chocolates com um toque salgado do mar da Islândia.

Nessa tarde ainda percorremos a costa até Akranes, uma vila piscatória para visitar o farol. A chuva e o vento fortes tornaram a visita bastante curta. O percurso até Akranes pode fazer-se de duas formas: ou pelo túnel da estrada número 1 ou contornando o fiorde. Acabámos por optar pelas duas vias. Na ida seguimos pelo túnel que nos obrigou a pagar cerca de 8 euros de portagem e, no regresso, optámos por contornar todo o fiorde. A paisagem merecia que lhe déssemos toda a nossa atenção.

Azul – Serenidade, Harmonia

No dia seguinte partimos em direcção à Península de Snaefellsness, a oeste da ilha. O céu azul reflectia-se no mar sereno e o sol prometia encher de vida o verde que forrava a montanha, alimentado pelas pequenas cascatas que da rocha brotavam. Aqui e ali pastavam ovelhas perdidas do seu dono e afastadas do seu habitual abrigo.

A viagem pela estrada 54 e 55 em direcção a Stykkishólmur foi muito tranquila. O plano seria dar a volta à península pelas várias referências paisagísticas que a tornavam única. A tranquilidade que imperava entre as montanhas rochosas e as paisagens que alternavam entre a erva verdejante e a rocha de aspecto lunar fazia-nos parar à beira da estrada, sair do carro, caminhar e correr exaltando a liberdade que vive sempre muito presa em nós no dia-a-dia.

Parámos algures no meio do nada onde acabámos por descobrir uma cascata, que é conhecida por abrigar as ovelhas que por ali deambulam e daí o seu nome de Cascata das Ovelhas – Sheep’s Waterfall.

Sheep's Waterfall
Sheep’s Waterfall

Não nos cansávamos de respirar natureza e de registar com os olhos as obras monumentais que a Terra naturalmente produziu. Percorremos toda a estrada 54, fazendo um desvio pela 574 que nos permitia seguir o trajecto ao longo da costa. Alguém soltou um “Uau” quando vimos ao longe a montanha mais famosa da Islândia. Parámos junto Kirkjufell, que fica na costa norte da península, conhecida também por ser a montanha mais fotografada e televisiva da Islândia, por ter sido cenário de algumas cenas de Guerra dos Tronos ou A Vida Secreta de Walter Mitty.

A Islândia é um país recheado de histórias mitológicas. E pelos vários locais onde passávamos havia sempre uma história contada pelo povo ou imaginada por qualquer sonhador que se embebedava com aquela paisagem.

Montanha Kirkjufell e Kirkjufellsfoss
Montanha Kirkjufell e Kirkjufellsfoss

Na ponta mais a oeste da península subimos a Saxhóll, uma cratera formada há cerca de 4.000 anos após a última erupção do vulcão. Do cimo observámos os campos de rocha vulcânica salpicada que se perdiam para lá do horizonte. Dali pudemos imaginar a existência, desde há muitos anos, de gnomos escondidos dos humanos nas suas pequenas grutas. Ali perto, pisámos a primeira areia negra do país na praia de Djúpalónssandur onde jaziam restos metálicos de um navio inglês afundado em Março de 1948 e onde apenas 5 marinheiros foram salvos dos 19 que compunham a tripulação.

Saxhóll
Saxhóll

A sul da península avistámos Búdir, destacado pela sua Búðakirkja, a igreja que construída em 1703 e posteriormente demolida. Segundo a história, a reconstrução foi demorada por rejeição do clero, ficando para sempre registada na sua porta a seguinte mensagem: “This church was built in 1848 without the support of the spiritual fathers”. A Búðakirkja é hoje uma das mais antigas igrejas de madeira da Islândia.

Búðakirkja
Búðakirkja

Depois de 390 km percorridos e na hora de nos deixar o sol, caímos na cama no Hotel Hafnarfjall, entre o lago e a montanha, perto de Bogarnes. Um hotel simples e de aspecto pré-fabricado, mas que resultou muito bem para descansar de um dia vivido entre o mar e a montanha, ao longo da costa de uma das penínsulas mais bonitas da Islândia.

Verde – Liberdade, Vitalidade

O dia acordou chuvoso mas a viagem tinha de continuar. Na Islândia o boletim meteorológico está constantemente em actualização. No mesmo dia podemos sentir as quatro estações do ano.

Do hotel partimos em direcção ao célebre Golden CircleParque Nacional de Thingvellir – Þingvellir, Geysir e Gullfoss. Este é talvez o ponto mais turístico da Islândia e, por distração podemos pisar alguns pés de turistas que se amontoam para tirar cinco mil fotografias ao mesmo cenário.

Começámos pelo Parque Nacional de Thingvellir – Þingvellir. O carro ficou estacionado fora do parque de próprio para o efeito evitando assim o pagamento da respectiva taxa.

Parque Nacional de Thingvellir - Þingvellir
Parque Nacional de Thingvellir – Þingvellir

Foi neste Parque Nacional que os vikings estabeleceram o seu primeiro parlamento democrático e onde também é possível passar por entre as falhas resultantes dos movimentos das placas tectónicas europeia e americana. Para os fanáticos da série Guerra dos Tronos, este é mais um ponto obrigatório de passagem. Todo este cenário é rico de natureza onde predomina o verde. Uma imensidão desta tonalidade que se estendia para lá de onde era possível os nossos olhos atingirem.

Seguimos em direcção ao Geysir, aquilo a que eu chamo o sopro de água quente mais violento da Terra. É incrível a forma como o planeta consegue estabelecer o seu equilíbrio com estes fenómenos que nos tornam tão pequeninos. Entre cada explosão temos de esperar entre 10 a 15 minutos. Mas vale a pena a espera para poder assistir.

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Gullfoss foi a nossa última paragem do Golden Circle. É conhecida como a maior e mais famosa cascata da Islândia e por isso atrai centenas de pessoas diariamente.

Descemos ao patamar mais próximo da cascata e sentia-se a força da água a correr e o bater violentamente na rocha após uma queda de 32 metros. Segundo se conta, nenhuma cascata na Europa consegue fazer frente a Gullfoss e que na força supera as Niagara Falls.

Gullfoss
Gullfoss

O Golden Circle situa-se nas redondezas de Reykholt, uma pequena povoação, onde pode e deve ser visitado um restaurante Friðheimar. Não chegámos a planear as horas de refeição, pelo que, não reservámos antecipadamente, mas tivemos a oportunidade de provar uma das melhores sopas de tomate que alguma vez comi ao balcão. Quando regressar à Islândia estará na equação lá voltar.

O tempo foi melhorando. As nuvens foram abrindo dado a possibilidade dos raios de sol destacarem as paisagens verdejantes daquela região. Em direcção ao sul da ilha parámos em mais uma das crateras, a cratera Kerid. Apesar da entrada custar cerca de 400 coroas islandesas, valeu a pena os nossos olhos beberem do esplendor daquele buraco. As cores vermelhas da terra com o verde azulado da água parada no fundo tornam aquele espaço inspirador e imaginário de histórias de trolls, elfos e gnomos.

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O dia terminou no Hótel Lækur, perto de Hella, no meio do campo, longe da civilização e a uns quilómetros da estrada 1.

Só nós, o campo e o ar fresco do final de tarde. Uma sensação de vitalidade que crescia no permanente contacto com a natureza.

Preto – Respeito, Solidão

No dia seguinte parámos na Seljalandsfoss, num desvio da estrada 1 par a 249. Apesar de aconselharem a passagem por esta cascata na altura do pôr-do-sol, acabámos por picar o ponto logo de manhã e divertimo-nos bastante no trilho por detrás da queda de água.

Seljalandsfoss
Seljalandsfoss

Seguindo viagem pela estrada 1 continuámos a apreciar as paisagens estendidas pelas montanhas, algumas salpicadas de gelo e outras de restos negros vulcânicos de explosões recentes. O contraste de cores é absolutamente fenomenal. Não consigo dizer qual terá sido o dia de viagem que mais me impressionou, mas consigo dizer que este estará no topo dos melhores.

Parámos junto à Skógafoss, uma cascata de 62 metros de altura e que impressiona qualquer um que dela se aproxime. Ainda subimos ao topo, pelas escadas que foram construídas para o propósito. E, obviamente, que nos aproximámos junto à sua base para poder registar uma fotografia da nossa tão grande pequenez.

Skógafoss
Skógafoss

À medida que nos deslocávamos para Este, o Katla e Eijafjallajökkull, dois grandes vulcões, ficavam cada vez mais próximos. Este último acordou no ano 2010 causando paralisações aéreas em quase todo o mundo.

Entre o Katla e o Eijafjallajökkull, aventurámo-nos à descoberta do glaciar Solheimajokull, um dos mais acessíveis aos visitantes em geral. Infelizmente, este glaciar tem vindo a perder a sua dimensão decorrente do degelo.

Solheimajokull
Solheimajokull

A partir deste ponto, a paisagem foi-se alterando a uma velocidade alucinante. À esquerda e à direita o terreno tornava-se escuro, negro. As paisagens transformavam-se em terra de luto e, ao fundo, o mar cinzento por mais que quisesse não conseguia reflectir o azul do céu. Na zona de Dyrhólaey, famosa também pelos cenários de Guerra dos Tronos, os precipícios e as várias formações rochosas pareciam muros de defesa de uma região onde era possível imaginar cenários de grandes batalhas e de muitas vidas perdidas.

Desviámos pela estrada 215 até Reynisfjara. Junto à praia as formações rochosas de basalto em forma de prisma (disjunções prismáticas) tornam aquela região muito visitada por turistas. Estas formações têm o mesmo princípio de origem da célebre Calçada dos Gigantes, no Norte da Irlanda.

Pernoitámos no Fosshotel Nupar, perto de Kálfafell. Até lá passámos pelas paisagens negras de Mýrdalssandur que impõem respeito mas que, ao mesmo tempo, nos transmitem silêncio e solidão. Por ali apenas corre a água dos glaciares até ao mar. Quanto a sinais de vida… nem vê-los.

Branco – Paz, Pureza

“Há muitos anos atrás, um barco foi atacado por trolls… no mar foram espalhados todos os diamantes recolhidos durante séculos nos mares do norte. O barco afundou e ainda hoje os diamantes de vários tamanhos dão à costa. Ninguém poderá levá-los consigo porque rapidamente desaparecerão nas suas mãos, como se derretessem e evaporassem.”

O nosso dia começou cedo a caminho de Jökulsárlón, um dos lugares mais bonitos e mágicos onde alguma vez estive. Junto ao lago glaciar batem fortes as ondas do mar que trazem consigo os restos do gelo enfraquecido que até ali foram flutuando. De um lado o branco do gelo ainda maciço, do outro o negro da areia onde jazem pequenos blocos de gelo límpido e cristalino.

Este foi o ponto mais oriental e distante que visitámos relativamente ao nosso ponto de partida no primeiro dia. Encontrávamo-nos a uma distância de 380 quilómetros de Reykjavik e a 4 horas de viagem de carro. Chegara a altura de inverter a marcha.

Pela estrada número 1, em direcção a oeste, parámos no Parque Nacional de Skaftafell/Vatnajokull. É um parque natural com vários trilhos: longas e curtas distâncias ou mais ou menos inclinação. Havia para todos os gostos. O nosso objectivo era chegar perto da Svartifoss, uma das cascatas mais conhecidas da Islândia. Esta cascata tem características muito comuns com a Calçada dos Gigantes do Norte da Irlanda e com as disjunções prismáticas de Reynisfjara, visitadas no dia anterior.

Svartifoss
Svartifoss

O dia estava maravilhoso. Um Verão tímido mas surpreendente para quem viaja para um país conhecido pelas suas baixas temperaturas.

Desviámos novamente da estrada número 1 em direcção a Fjaðrárgljúfur. Um canyon que remonta aos tempos da Idade do Gelo. Fazia lembrar o perfeito Vale Encantado que tão nos habituámos enquanto miúdos nos desenhos animados dos dinossauros. Ou quem sabe não terá sido cenário de uma história de amor?

O canyon encantado de Fjaðrárgljúfur
O canyon encantado de Fjaðrárgljúfur

“Há muitos séculos atrás, na montanha vivia um casal de gnomos. Na quinta tratavam dos animais e do pequeno cultivo que a terra conseguia alimentar. Certo dia a terra tremeu e da montanha deslizaram toneladas de lava. A rapariga foi obrigada a fugir rapidamente, enquanto o seu marido tentava salvar os animais. “Vai Mydrid! Foge e não esperes por mim! Eu seguirei atrás de ti!” gritou ele. A terra tremeu novamente com mais força e, de forma verdadeiramente violenta, a montanha começou a dividir-se. “Oh não!” gritava Mydrid. Ao longe ela assistiu à violência da terra e à destruição da sua quinta que fora o seu lar durante muitos anos. Nos cinquenta anos seguintes ela esperou o seu amado. Construiu uma casa, virada para a montanha dividida e todos os dias ao acordar, abria a janela na esperança de o ver chegar. Mas ele nunca regressou.
Antes de morrer desejou que o amor de ambos ficasse gravado, de alguma forma, naquele lugar, como se fosse o mais bonito do mundo. E, quando ela suspirou pela última vez, a água jorrou da rocha da montanha e batendo nas pedras do desfiladeiro fez crescer as mais belas flores, de espécies únicas no mundo. A beleza daquele lugar espelha, ainda hoje, um amor que nunca se perdeu.”

De passagem novamente por Vík í Mýrdal, fizemos nova visita à The Soup Company, um pronto a comer com boas sopas (cogumelos, tomate…) que nos aqueceram o estômago.

Chegámos ao final do dia ao Hotel Selja, um espaço novo e isolado com uma vista fantástica para a montanha. O hotel era pequeno e acolhedor e os proprietários marcaram pela sua boa hospitalidade.

Castanho – Seriedade, Integridade

Acordámos sem vontade de partir. Ali respirava-se ar puro que nos enchia de vida e de paz.

Seguimos em direcção à Península de Reykjanes. Naquela zona a terra mudara os seus tons. Apesar do cinzento do céu, a actividade vulcânica salpicara o chão de enxofre, tornando-o acastanhado. Na zona do parque geotermal de Seltún predominava um cheiro intenso a enxofre das fumarolas.

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Ao contrário da grande maioria dos turistas que viaja para a Islândia, não comprámos bilhete para uns banhos na Blue Lagoon. Ficará para uma próxima visita. Ainda assim, fizemos uma paragem na zona gratuitamente visitável.

Blue Lagoon

Viajámos ao longo da costa em direcção à parte mais ocidental. Parámos em Brimketill, uma piscina natural inacessível e que, segundo reza a história, a troll Odnny terá ficado petrificada, depois de ali ter tomado um banho sem dar qualquer atenção à hora do nascer do dia. O contacto do sol no seu corpo foi fatal. Diz-se que, durante muitos anos, foi possível observar a troll petrificada.

A nossa última paragem antes de regressar a Reykjavik foi nas hot springs de Gunnuhver, cujo nome deriva de uma fantasma, Gunna. Segundo a história, Gunna teve uma disputa com um rico oficial e fazendeiro, Vilhjálmur Jónsson, uma vez que ela o acusou de lhe roubar um pote, provavelmente para liquidar uma dívida. Gunna era uma mulher determinada e, mesmo depois da sua morte, ela resolveu matar Vilhjálmur quando ele regressava do seu funeral. Depois disso, Gunna tornou-se um poltergeist assassino que atacava tanto as pessoas quanto os animais. Um padre chamado Eiríkur foi capaz de liderar um ataque a Gunna e, segundo se conta, ela terá sido atirada no principal geyser daquela zona.

Gunnuhver
Gunnuhver

É fenomenal a actividade da terra naquela zona. Valeu a pena uma paragem de minutos naquele espaço para sentir de perto a expiração do planeta. Momentos e acontecimentos que são inevitáveis respeitarmos pela sua seriedade e poder.

Antes de regressar ao aeroporto, ainda fomos visitar o museu da Islândia no Perlan. É um museu interessante, onde pudemos experimentar atravessar caves de gelo, ainda que artificiais e conhecer toda a actividade vulcânica do país. A visita à exposição “Maravilhas da Islândia” é uma boa forma de nos despedirmos de um país que nos injecta de paisagens lindas a cada segundo que passa.

Cinzento, azul, verde, preto, branco e castanho foram as cores que nos marcaram nestes seis dias. Muitas outras pintaram os cenários de um país com uma beleza rara e que, ainda assim, transborda de humildade.

A quem interessar, alguns links úteis para planear uma viagem à Islândia.

Mapa – Plano de postos de gasolina e restauração
Estradas e Circulação – Site para estudar as condições das estradas
Metereologia – Site para análise das condições climatéricas

Façam o vosso próprio circuito, desfrutem e sejam felizes.

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