Trail ou “Chafurdanço”?

VI Trail Montes Saloios | Foto de João Pereira

O VI Trail Montes Saloios do passado dia 12 de Fevereiro pareceu um verdadeiro “chafurdanço” na lama. Pareceu ou foi mesmo?

A manhã acordou chuvosa e aquele “vai não vai” que nos passa pela cabeça quando o tempo está menos agradável não saía da minha mente. Mas como quem corre por gosto não cansa, lá fui até Covas de Ferro, perto de Almargem do Bispo, para aquele que seria o meu primeiro Trail dos Montes Saloios.

A chuva passou e criou-se o ambiente perfeito para correr os 26km que, afinal de contas, seriam 29km. Cheirava a terra molhada, cheirava a natureza. Criou-se a atmosfera perfeita para aquilo que viria a ser uma excelente prova de trail.

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VI Trail Montes Saloios | Foto de Henrique Simão
A chuva dos dias anteriores desenhou nos trilhos grandes auto-estradas de lama que proporcionaram muitos momentos de “chafurdanço” total. E, se por um lado, as descidas estavam perigosas, que até os mais aventureiros tomaram as suas precauções, por outro lado, as subidas exigiram o dobro da força, da concentração e da ajuda dos braços e das mãos. No entanto, não foi grande a exigência dos primeiros 17km apesar dos mesmos terem sido feitos numa autêntica montanha russa de grandes descidas e algumas subidas, no meio de muita lama, riachos, natureza… e muita lama, mesmo!

Antes da grande subida, a “Besta”, a organização tinha preparado o banho especial dos runners.

“Perfeito! Depois de tanta lama o melhor é mesmo atravessar o rio. No Verão, teria atravessado a nadar se estivesse assim.”

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Passagem do Rio | Foto de Henrique Simão
Nesta altura estaríamos prontos (e limpinhos!) para subir a “Besta”,  conhecida como a subida mais difícil da prova.

A poderosa "Besta" | Foto de Graça Roldão
A poderosa “Besta” | Foto de Graça Roldão
Quem a vencesse teria a oportunidade de deslumbrar uma das paisagens mais bonitas da região. E não só… a “Besta”, mesmo no topo oferecia pessoalmente um copinho de chocolate com ginginha a quem conseguisse superá-la. Com muita coragem e já tendo gasto as últimas reservas energéticas, cheguei ao topo e comprovei que a “Besta” existe. E tinha mesmo ginginha para oferecer.

A "Besta" | Foto de Pedro Santos
A “Besta” | Foto de Pedro Santos
A partir daqui foi sempre a descer até à meta em Covas de Ferro. Ficava para trás um excelente trail com uma excelente organização. Soube bem chegar ao fim e ter um caldo verde com chá à espera.

Trail ou “Chafurdanço”? Não importa.

O trail é assim. O trail é isto. É coragem, aventura, determinação e conquista. Chegar ao topo da montanha e olhar à volta toda aquela paisagem vaidosa torna-nos pequenos. Mas elevamo-nos de seguida quando tomamos consciência que chegar ao topo é uma parte da nossa conquista. É uma vitória!

Os Montes Saloios estão de parabéns!

Foto da capa: João Pereira

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